Entre Duas Metades Eternas
Dizem que almas gêmeas não se encontram por acaso, elas se reconhecem mesmo antes do primeiro olhar. É como se o tempo, cansado de esperar, sussurrasse: agora. E então dois caminhos, antes tão distantes, se curvam na mesma direção. Não é só amor — é lembrança. É sentir no toque algo que o coração já sabia, mas não sabia explicar. São duas metades inteiras, não por falta, mas por escolha. Dois universos que colidem sem se destruir — apenas se expandem. Quando você chegou, não trouxe novidade, trouxe casa. Um abrigo antigo, que minha alma reconheceu como quem volta de uma longa viagem. E se um dia nos perdermos no mundo, sei que não será o fim — porque almas gêmeas não se perdem. Elas apenas se reencontram em outra estação do infinito.