Traída e Usada



A CONCUBINA DO LEVITA
JUÍZES 19

Janet jogou o jornal com desgosto. Uma semana antes, ela havia visto o anúncio sobre a promoção de seu ex-marido no escritório de advocacia; o jornal dessa semana incluía um relato de seu extravagante casamento com a filha do sócio sênior. Um estilo de vida bem diferente de nossos anos juntos, ela pensou amargamente, ao olhar seu apartamento escassamente mobiliado. Janet tinha parado de estudar para trabalhar longas horas como garçonete enquanto seu marido terminava a universidade. Assim que ele passou no exame da ordem, ele informou Janet que já não precisava mais dela.

A mulher em Juízes 19 sabia o que era ser traída e usada por homens. Quando uma multidão cercou a casa e exigiu que o levita saísse para que tivessem relações sexuais, ele usou sua concubina para se proteger. Como ela deve ter ficado aterrorizada quando seu próprio marido a empurrou pela porta! Só podemos imaginar os horrores que ela sofreu enquanto a multidão enlouquecida a estuprava, em turnos, durante toda a noite.

O último versículo em Juízes explica este triste período na história de Israel:

“...cada um fazia o que achava mais reto” (JUÍZES 21:25). Hoje vivemos em uma atmosfera semelhante. Os padrões de Deus para certo e errado foram substituídos por relativismo moral e ética circunstancial. As pessoas fazem o que lhes parece certo e esperam que os outros tolerem.

Como resultado desta decadência moral, as pessoas usam umas às outras de modo egoísta, para conseguir o que querem, magoando e amargurando outros. Mas mesmo quando nos sentimos traídos exatamente por quem deveria nos amar e proteger, podemos ter certeza de que há Alguém que sempre coloca nosso bem-estar em primeiro lugar. Quando o pecado exigiu a penalidade de morte, Jesus não nos empurrou pela porta. Ele mesmo foi enfrentar a punição — e morreu em uma cruz por nós.

…carregando ele mesmo em seu corpo, 
sobre o madeiro, os nossos pecados… 
1 PEDRO 2:24

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