Escolhendo a Vida



UMA MÃE VERDADEIRA

1 REIS 3:16-28

Allie hesitou, mordeu os lábios e então assinou o papel. Seu coração partiu ao pensar que em apenas alguns segundos ela havia aberto mão de seus direitos de mãe da menininha que havia parido há três dias. Allie sabia que precisava terminar a faculdade e amadurecer antes que estivesse pronta para ser mãe. Ela estava agradecida por poder escolher o casal que adotaria sua filha — sabia que os Fosters já amavam a bebê e lhe dariam a vida que Allie não poderia prover. Mas enquanto seus pais a levavam para casa, Allie sofria ao lembrar-se de segurar aquele pacotinho quente pela última vez.

Allie demonstrou amor por sua filha de forma semelhante à de uma das duas mulheres que foram diante do rei Salomão. Quando ambas as mulheres reivindicaram o mesmo bebê, o rei ordenou que a criança fosse cortada ao meio com uma espada para que as mulheres pudessem compartilhá-la. Salomão sabia que a mulher que estivesse disposta a abrir mão do bebê era a mãe verdadeira. Ainda que fosse profundamente doloroso renunciar seu filho, ela colocaria sua segurança em primeiro lugar. Ela abandonaria seus direitos de mãe para que ele permanecesse vivo.

Meninas e moças que abrem mão de seus bebês para a adoção são algumas das mães mais devotas e corajosas que existem. Nossa sociedade oferece a mulheres que passam por uma gravidez inesperada uma saída supostamente fácil por meio do aborto. Mas, na verdade, o aborto significa morte para um bebê e riscos de saúde física e emocional para a mãe. Mesmo após fazer a escolha de dar à luz, as mulheres lutam contra seus instintos maternos naturais ao entregarem seus bebês para outro casal. Não importa o quão bom seja o lar que o casal adotivo possa prover, jovens como Allie já concederam a seus filhos um precioso dom que ninguém lhes poderia ter dado: o dom da vida.

...escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.

DEUTERONÔMIO 30:19

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