Devocional - Quando a Dor Também Ora
“Ó Senhor, Deus da minha salvação, dia e noite clamo diante de ti. Chegue à tua presença a minha oração; inclina os teus ouvidos ao meu clamor.”
(Salmos 88:1–2)
O Salmo 88 é um dos textos mais crus das Escrituras. Nele, não há resolução imediata, nem palavras de triunfo — há persistência. Mesmo envolto em dor, o salmista continua chamando Deus de “Deus da minha salvação”. Isso nos ensina que a fé nem sempre é luz; às vezes, é simplesmente continuar clamando no escuro.
Dia e noite, a oração permanece. Não porque as respostas chegaram, mas porque a esperança ainda respira, mesmo que frágil. O salmista não esconde seu sofrimento, nem tenta espiritualizá-lo. Ele apenas pede: “Inclina os teus ouvidos ao meu clamor.”
Há dias em que tudo o que conseguimos fazer é orar assim — sem força, sem palavras bonitas, apenas com um clamor cansado. E isso não nos afasta de Deus. Pelo contrário, nos aproxima.
Este salmo nos lembra que Deus não rejeita orações nascidas da dor. Ele escuta o clamor que vem de um coração ferido. Persistir em orar, mesmo quando não sentimos consolo, já é um ato profundo de confiança.
✨ Se hoje sua fé parece silenciosa, continue clamando. O Deus da salvação ouve até as orações que tremem.
Oração:
Senhor, mesmo quando a dor me cerca, eu clamo a Ti. Recebe minha oração, ainda que fraca, e inclina teus ouvidos ao meu clamor. Tu és o Deus da minha salvação. Amém.

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